Os veículos de emergência

1. O comportamento dos condutores de veículos, quando ouvem a aproximação dos veículos de emergência, não raras vezes é fonte de problemas, muitas vezes pela falta de um mínimo de educação e de respeito, outras vezes pelo nervosismo, e outras vezes ainda pela falta de informação do que fazer nessas horas, causando não raras vezes atrasos na prestação do socorro. Não é raro observar-se que ambulâncias se envolvem em acidentes, logo com elas que deveriam proporcionar eficiência, conforto e rapidez no socorro público; o socorro deve ser eficiente, chegar-se com vida ao local para onde se leva o socorrido, deve-se chegar com um mínimo de conforto e …chegar com a rapidez adequada; não se perca de vista a ordem: eficiência, conforto e rapidez; Alguns, desavisados, podem achar que o que deve ser feito é colocar o socorrido dentro da ambulância e sair em disparada para o hospital; não, não é assim

2. O CTB, logo depois de dizer que a circulação dos veículos se faz pelo lado direito da via, estabeleceu um tratamento diferenciado para com os chamados veículos de emergência; convêm esclarecer que são os veículos destinados a socorro de incêndio (ABT – AT ) e salvamento, incluindo-se aí as viaturas do tipo ASU – Auto socorro de Urgência, os de polícia, (todas), assim identificados, os de fiscalização e de operação de trânsito, alem das ambulâncias; Diz ainda o CTB que para merecerem esse tratamento diferenciado, esses veículos devem estar trafegando com dispositivos de alarme sonoro (sirene) e iluminação vermelha intermitente ligados (giroflex).

3. Os procedimentos que os condutores dos demais veículos, quando ouvirem a aproximação de um desses veículos de emergência, devem ser os de deixar livre a passagem pela faixa da esquerda, deslocando fisicamente seu veículo para a direita, e parando, se necessário; se o espaço ficar pequeno, é válido e lícito subir na calçada, no meio-fio, para dar passagem aos veículos de emergência; os pedestres devem aguardar no passeio, só atravessando a rua quando a ambulância ou o veículo de polícia tiver passado; Os veículos de emergência gozam ainda de livre circulação, vale dizer, podem circular onde os outros veículos não podem, como calçadas, calçadões, tem livre estacionamento, podendo estacionar onde é proibido para os demais e igualmente podem parar onde os outros não podem, desde que efetivamente esteja ocorrendo uma prestação de serviço de urgência e os dispositivos de iluminação vermelha intermitente estejam acesos.

4. Apesar da circulação dos veículos de emergência dever ser feita com prioridade de passagem – vale dizer, pela natureza do serviço prestado, de socorro público, eles terão o direito de passar primeiro por um cruzamento, porém isto não os autoriza a desrespeitar as demais regras de trânsito, devendo fazer a passagem com velocidade reduzida e tomando todos os demais cuidados com a segurança, de modo a não se constituírem em perigo potencial para a segurança do trânsito e da circulação; o condutor desses veículos de emergência tem a partir de agora a necessidade de realizar curso específico, bem como em todas as renovações da CNH; Assim, acidente de trânsito envolvendo veículo de emergência, deve merecer uma análise muito cuidadosa; Não há urgência ou emergência que justifique ser causado outro acidente.

5. Cumpre ressaltar ainda que constitui infração – Deixar de dar passagem aos veículos de emergência, infração Gravíssima, bem como – seguir veículo de urgência, estando estes com os dispositivos de alarme e iluminação vermelha intermitente acesos – multa grave; Os veículos de utilidade pública – que atendem aos serviços de água, energia elétrica, gás canalizado e telefone, no local da prestação do serviço, gozam de livre parada, desde que devidamente identificados; Carros de transporte de valores? Entendo que não tem qualquer diferença em relação a qualquer outro entregador, seja ele de bebida, de remédio ou de pizza; o serviço é sim importante, mas não é de urgência nem de emergência; abaixo o abuso da fila dupla; chega da truculência de armas apontadas na via pública pelos integrantes da vigilância privada; para isto existem garagens e pátios; Transporte de pacientes para hemodiálise, mesmo em ambulância, não caracteriza serviço de emergência, bem como ambulância vazia, ou no retorno, depois de transportar o paciente com eficiência, conforto e rapidez, não estará igualmente em emergência; é uma questão de respeito para com os demais usuários do trânsito.

E-mail: sergio@sitedotransito.com.br
Site: www.sitedotransito.com.br
Livro: Coletânea de Legislação de Trânsito

O artigo acima é matéria em um quadro dentro do programa de rádio, semanalmente;
O Jornal NOTISUL publica às quartas-feiras um Artigo do mesmo autor;

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