O cinto de segurança

1. Já se foi o tempo em que o uso do cinto de segurança era motivo de constrangimento e de piadas; As cidades de Manaus/AM e Criciúma, em SC foram pioneiras, tornando seu uso obrigatório, mesmo antes do CTB; com a nova Lei, seu uso ficou estabelecido, para todos os ocupantes do veículo; hoje, é “careta”, ultrapassado, desinformado, aquele condutor ou passageiro do banco dianteiro que não o usa; se VC, ouvinte, ainda tem “vergonha” de usar o cinto, tenha certeza de que eu prefiro ser alvo de alguma gozação, do que ser “chorado” por meus familiares e pelos verdadeiros amigos, por não ter usado o cinto; Já ouvi dizer que ele seria um “atentado” contra a liberdade”; Bem, minha liberdade não me adiantaria muito, se eu, em conseqüência dessa falsa liberdade estivesse morto ou preso a uma cadeira de rodas; Hoje, 94% dos ocupantes dos bancos dianteiros já estão usando o cinto; Há um trabalho grande a ser feito, para que os ocupantes dos bancos traseiros também o usem, pois mais da metade desses passageiros ainda.

2. Projetado para suportar, sem romper-se ao impacto de um corpo que se desloque, o cinto de segurança tem um limite de ancoragem, a partir do qual ele vai romper-se; caso contrário, ele seria uma verdadeira e fatal guilhotina a rondar os motoristas e passageiros; seu uso é previsto para ser usado uma única vez, devendo ser substituído depois, pois terá cumprido sua missão; ele não evita acidentes, mas, quando eles ocorrem, cerca de 70% das lesões graves são evitadas; as conseqüências serão bem menores para quem estiver usando o cinto;

3. Dentre os mitos, as crenças, algumas até merecem serem citadas; Uma delas diz que num acidente, se o veículo pegar fogo ou cair num rio, eu terei dificuldade em sair o veículo; a estatística é a seguinte; de cada 1.000 acidentes, em 2 ocorrem incêndio e em 3 o veículo afunda na água; pense bem, são, no total, 5 probabilidades em 1.000 casos possíveis; cá entre nós, 5 possibilidades em 1000, é muito pouco; nessa probabilidade, é mais fácil VC acertar em alguma loteria; é muito mais fácil a quem usa o cinto, mesmo nesses casos, permanecer consciente e assim escapar, sair do veículo;

4. Outra bobagem, para não dizer outra coisa, é a preocupação em caso de acidente, em sair o mais rápido possível do veículo; é simples, sem o cinto VC pode sai bem rápido, …voando, ….pelo vidro do pára-brisa; outro ouvinte vai me dizer ..mas eu posso segurar o meu corpo com a …força dos meus braços…, não preciso do cinto; meu conselho é simples; tente medir a força de seus braços, numa colisão com um obstáculo, mas usando uma bicicleta; VC terá bastante chances de continuar inteiro, se estiver a +- 10 km/h; esta é a velocidade em 1ª marcha, logo que VC inicia o movimento de colocar o veículo em movimento; se VC estiver a 20 Km/h, se ocorrer uma colisão, seu corpo vai ser arremessado a uma velocidade correspondente a seis vezes o peso; digamos que seu peso seja de 80 Kg e estejamos a prosaicos 20 Km/H – numa colisão frontal, o peso de seu corpo será de quase 500 kg; seus braços serão capazes de agüentar esses 500 kg? Com certeza, não, e as conseqüências não serão nada agradáveis. Da mesma forma, nunca deite os bancos do veículo quando em movimento; nessas condições, o uso do cinto em nada vai adiantar; O Jogador Denner foi vítima do uso nessas condições

5. O uso do cinto de segurança é obrigatório, sendo o não uso uma infração grave, cuja multa é de mais de 127,00 reais; além da multa, como medida administrativa; uma vez constatada a infração, o agente deve reter o veículo até a colocação do cinto pelo infrator, seja ele condutor ou passageiro do veículo; ali, no local, o infrator é obrigado a colocar o cinto; é importante ainda frisar que os veículos mais novos vem com cinto de 3 pontos, muito mais eficiente; da mesma forma, muitos veículos já trazem a possibilidade de regulagem da altura do engate do cinto na coluna, afinal os condutores tem estaturas muito diferentes e não é lógico que todos tenham que usar o cinto com a mesma regulagem de altura; é um mínimo de respeito que os fabricantes nos devem; vamos exigir nosso direito como consumidores; pense nisso.

E-mail: sergio@sitedotransito.com.br
Site: www.sitedotransito.com.br
Livro: Coletânea de Legislação de Trânsito

O artigo acima é matéria em um quadro dentro do programa de rádio, semanalmente;
O Jornal NOTISUL publica às quartas-feiras um Artigo do mesmo autor;

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